Conexão TE » Blog Archive » Meu filho não quer comer! (1ª parte)

não quer comer

Quantas vezes nossos pequenos nos dão sustos ao se recusarem a comer? Existem algumas fases da infância em que a perda de apetite é característica da idade, mas nem sempre temos conhecimento disso. Neste artigo, trataremos dos primeiros anos de vida e das características de cada fase e, na seqüência, daremos algumas dicas de como agir diante de cada uma delas.

Do nascimento ao primeiro ano de vida, a criança depende quase totalmente do adulto para se alimentar: começa com a amamentação, até os seis meses, e, depois, com a introdução de alimentos sólidos. O problema que acomete a maioria dos pais ocorre exatamente nesta fase: do primeiro aos 5 anos de idade, que é quando a criança já tem autonomia para se alimentar sozinha. É preciso diferenciar o que é uma inapetência (falta de apetite) normal e esperada para a idade do que é birra ou mesmo sinal de algum problema de saúde.

Para a criança, brincar com a comida ou com seu brinquedo preferido é mais interessante do que consumir os alimentos. A seletividade aumenta, mas não deve fazer com que ela se negue a se alimentar nas refeições principais. Um dos principais erros dos pais é, quando o filho se nega a comer no almoço e na seqüência se queixa de fome, oferecer a ele alguma guloseima de manejo e consumo mais fácil, como biscoitos, iogurte e similares. Então, a criança percebe que se não comer ganha essas gostosuras depois e passa a fazer disso um hábito.

Já com aproximadamente 1 ano e meio, a criança começa a se alimentar sozinha, e assim também inicia um processo de seleção dos alimentos. É comum ela aceitar muito bem um tipo de alimento por vários dias e, sem motivo aparente, começar a recusá-lo na seqüência. Mesmo com promessas ou ameaças, ela pode permanecer irredutível. Isso acontece como uma maneira de demonstrar um desejo passageiro de impor sua vontade. Se não a forçarem a consumir o alimento, os pais vão ver que, de repente, ela volta a comê-lo normalmente. Se for obrigada a fazer isso, ela poderá desenvolver uma aversão por aquele alimento. O medo de provar novidades também é comum. Mas basta oferecer a ela essas opções, sem forçar sua aceitação, em diferentes ocasiões, que ele vai passando e a criança as incorpora à sua alimentação.

Ainda com 2 anos, nossos pequenos já começam a nos imitar nos hábitos cotidianos, incluindo aí a alimentação. Se não nos alimentamos adequadamente ou evitamos alguns alimentos, eles acabam por reproduzir essa atitude.

Depois dessa fase, lá pelos 2 anos e meio de vida, a alimentação passa a ter menor importância, pois a criança se distrai com muito mais facilidade com o que acontece no ambiente, já demonstra opinião própria em relação a que comer e, geralmente, passa a perder o apetite. Isso é normal e faz parte de seu desenvolvimento. Ao chegar aos 3 anos, a aparência da comida começa a ter maior importância para ela: começa a fase de preferência dos alimentos. Recusar verduras e legumes também é comum. As opções mais adocicadas ” como cenoura, tomate, beterraba e batata ” têm uma aceitação melhor, e é interessante investir no consumo delas.

Dos 4 aos 6 anos, seu apetite vai voltando ao normal e, aos 8 anos, aumenta consideravelmente. A partir dos 4 anos, surge na criança uma curiosidade maior pela origem e o significado dos alimentos e ela também começa a querer ajudar na preparação dos pratos e na arrumação da mesa para a refeição e a comer junto com os demais familiares; e fazer disso um incentivo à alimentação é bem interessante. Dos 5 aos 6 anos, ela começa a freqüentar a escolinha, e o convívio com outras crianças, assim como o estabelecimento de uma rotina, como o horário do lanche, ajuda a melhorar seus hábitos.

No próximo artigo, falaremos sobre as atitudes que devemos ou não ter com nossos filhos nas diversas fases .

Faça um Comentário